O Arquiteto Fernando Castro Coelho apresenta o Monverde Hotel


03.08.2016
redação

O Monverde - Wine Experience Hotel nasce de um sonho de família em unir o vinho àqueles que quisessem apreciar a sua "casa", em Amarante. A propriedade vinícola, da Quinta da Lixa, foi adquirida há 15 anos e em 2015 nasceu um hotel que se divide em três núcleos: a Casa Nascente, a Casa Principal (com restaurante, bar e área social) e a Casa Poente. Preservar foi a palavra de ordem e o arquiteto Fernando Castro Coelho explica porquê.



Arquiteto, em que estado estavam os edifícios da Quinta antes de serem reabilitados?
Quando aqui chegamos, a maior parte das coisas estava muito degradada. Só o edifício principal é que mantinha quase a sua traça inicial.

Quais foram os principais desafios da reabilitação?
Este projeto, no início, quando me falaram dele, não ia ser nada disto. A primeira ideia era reconstruir algumas coisas para que, alguns clientes que viessem cá, pudessem pernoitar. Ao longo do tempo o projeto foi evoluindo e vi que isto tinha bastante potencial. Foi um projeto muito complexo porque o terreno encontra-se em áreas protegidas. Além disso, este, com 30 hectares está divido em dois concelhos.

Qual foi o conceito que quiseram transmitir com esta obra?
O conceito sempre foi que as pessoas quando cá chegassem percebessem aquilo que aqui existia. Pensamos logo em utilizar os materiais iniciais que aqui já estavam. Depois, ao descobrirmos que a pedra não veio de lado nenhum, que era de cá, decidimos logo que íamos reconstruir os novos volumes com ela. Seriam exatamente iguais naquela pedra e foram construídos da mesma forma que os originais.

O que vos distingue da restante oferta?
O conceito das sensações que nós quisemos imprimir acho que deu resultado. As pessoas chegam cá e são sempre surpreendidas pelos espaços. Tudo aquilo que imaginamos e que desenhamos, viemos a ver que deu fruto e isso é muito importante. 

Fernando Castro Coelho | Arquiteto

Paulo Lobo | Decorador

Paulo Lobo foi o responsável pela decoração do hotel Monverde. A inspiração surge da envolvente, tendo sempre a arquitetura como base à transformação dos espaços. Quisemos saber um pouco mais...

Como é que nasce esta decoração?
Da minha parte não fazia outro sentido senão trabalhar o território, trabalhar exatamente o sítio onde estamos. A palete de cores tem a ver com aquilo que a vinha nos dá. As cores, que estão cá dentro, são as cores que estão lá fora, no verão e no outono. Os tecidos utilizados aqui, por exemplo, são de coloração verde para se fundirem também com o próprio interior e com a vinha, que se mistura com alguns tecidos um bocadinho mais arrojados que dão modernidade ao espaço.

Para além das cores, que outros elementos foram integrados na decoração?
Todas as peças que estão nos quartos são peças que faziam parte da quinta, encontradas aqui, compradas na região, autênticas e algumas delas têm centenas de anos. As peças faziam parte desta cultura do vinho. Portanto, essa presença da região do Vinho Verde dentro do hotel vê-se através desses elementos, o que foi fundamental para desenvolver e desenhar o hotel na sua totalidade. 


 

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